sexta-feira, 28 de setembro de 2007

approaching pavonis mons by balloon

tá, pára: mais uma viagem para Michigan. mais uma classe. mais um mês cheio de trabalho e maluquices.

bom, a potencial maluquice-mor é eu conseguir, além de tudo isso, assistir um show do Flaming Lips... hein? hein? baaaah. e pensar que há quatro dias atrás eu escrevia alguma coisa aqui "inspirado" por uma das letras deles...

bom, como está próximo e eu não tenho ingresso, só espero que ainda consiga comprar...

\,,/

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ele vai tagarelar

terceira vez na terra da Motown, então, terceira passagem no túnel alucinógeno do aeroporto de Detroit.

fazendo o exercício de enxergar tudo isso aqui pelos olhos dos norte-americanos, até que é muito possível compreender como existem tantos deles "sem noção"... está tudo aqui. tudo é fácil. tudo é confortável.

claro que estar num meio de pessoas que (literalmente) trabalham para incrementar a melhoria da qualidade de vida de quem precisa de uma mãozinha pode alterar um pouco os parâmetros sobre o que realmente é o resto do país, ou ao menos a maioria do país.

ignorar o resto do mundo definitivamente não conta a favor deles. mas só nos importamos com isso pois somos o "resto"? quem garante que não faríamos o mesmo se estivéssemos em outra posição?

"if you could blow up the world with the flick of a switch, would you do it? if you could make everybody poor just so you could be rich, would you do it? if you could watch everybody work while you just lay on your back, would you do it? if you could take all the love without giving any back, would you do it? and so we cannot know ourselves or what we'd really do..."

engraçado é que sempre que ouço essa música, me pego refletindo uns segundinhos sobre essas perguntinhas, e além das óbvias negativas, o mais interessante é sempre não saber responder uma ou duas delas... sempre bom ser desafiado, ainda mais quando o autor da proeza é norte-americano ;)

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

história maluca da semana

tarde de terça-feira, visita à casa da nova filhotinha que escolhemos para iniciar o pré-treinamento. ela ainda nem tem dois meses de idade, então ainda nem tinha nome. o trabalho durante os primeiros 12 meses é feito por voluntários, e deixamos para eles a tarefa de achar um nome para a nova integrante da ONG. papo vai, papo vem, lembramos que um dos motivos da visita é saber se já definiram um nome para o cãozinho: "olha, como nesses dois dias ficamos chamando ela o tempo todo de 'menina', pensamos em Nina..."

tá.

leve olhada pro chão, discreta tentativa de disfarçar que dei uma arrepiada (pois homem não se arrepia, embora eu more na Frei Caneca e goste de Coca-Cola Zero), e começo do seguinte conto: "bom, sem querer ser bobão, hoje quando eu organizava os arquivos na pasta dos cães em pré-treinamento, eu queria classificar por nome da pessoa e nome do cão. como ainda não tinha um nome pra escrever pra miudinha, a primeira coisa que me veio à cabeça, ao invés de digitar 'xxx' como sempre faço, foi colocar 'nina', assim, todas minúsculas, como algo a ser alterado mais tarde..."

é.

segundo de silêncio, reação emocionada da voluntária, aclamação silenciosa dos quatro na sala pela escolha do nome - havíamos reservado poder de veto, caso sentíssemos necessidade.

depois?

depois, enquanto comia o tal sanduíche, no tal pão português, na tal padaria, na Vila Madalena, percebi que mais paulistano que isso, só se eu virasse pro garçom e pedisse um chopps e dois pastel.

domingo, 16 de setembro de 2007

great expectations

well... poucas coisas nos deixam mais felizes além de uma agradável surpresa, ou mesmo uma agradável resposta pra um problema que parecia ter tomado um rumo nefasto.

o Horácio (ou teria sido o Penadinho?) já dizia que ninguém é completamente feliz. temos momentos felizes. sinceramente, até o fato de encarar a vida desse jeito deixa as coisas mais leves... claro que ser um personagem bidimensional de história em quadrinhos também ajuda. mas acho que essa era (é) a graça do Horácio (e do Penadinho!): terem outras dimensões a serem absorvidas. nada de serem apenas recheio infantil e curto para as histórias mais longas.
vooooltando ao assunto. momentos felizes=objetivo de todos. clássico caso de "quanto mais, melhor", certo?

e que tal conseguir integrar esses momentos ao trabalho? apenas para os motoristas de caminhão e jogadores de futebol (e todos aqueles outros empregos pras crianças que nunca cresceram)? a-ha! e quem pensou na banda dos anos 80 dá uma risadinha. bom, não é a primeira vez que penso assim, mas preciso admitir que depois de engolir a idéia de trabalhar seis horas num domingo - e isso foi depois de precisar usar 5 horas do sábado nisso - o resultado final é extremamente satisfatório. momento feliz do fim de semana, creio eu.

haha, como eu disse um tempo atrás, posso sempre usar o site do banco pra olhar o meu saldo, pois ultimamente isso ainda é motivo de alegria...

semana eterna!

a idéia de feriadão é dar uma folga, certo? estou começando a ficar desconfiado que esse negócio de trabalhar sábado *e* domingo, não me agrada taaaanto assim.

consolo: dia 22 começa um mês quase inteiro de saber o que é "preto" e o que é "branco", não tem? e depois (beeeem depois) tem o verão..!

nháááá!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

7 de setembro

depender dos outros. alguém se prontifica? é, achei que não.

já o contrário, é basicamente um estilo de vida, mas algo que - na grande maioria das vezes - podemos escolher seguir ou não.

então fazemos o quê? nos viramos pra dentro, e pronto, estamos "satisfeitos"? ou levantamos e entramos na cidade?

tsc. retórica é um saco.

as minhas laranjas

hoje eu acordei de manhã e atendi o telefone. ou vice-versa.
tomei água e tomei banho. e atendi o telefone.
tentei tomar café, mas atendi o telefone. e precisei atender o telefone enquanto atendia o telefone (ah, essa vida mudérna de chamadas em espera). então enquanto eu atendia o telefone, o outro telefone teve a ligação cortada, e eu pensei que teria só um telefone-ma pra atender. ledo engano pois a outra pessoa ficou ligando enquanto eu estava no telefone (por 50 minutos). quando então desliguei o telefone e fui fazer um segundo café, pois o primeiro esfriou, "precisei" atender o telefone novamente, e "precisei" responder que não havia feito o outro telefonema, pois tinha ficado 50 minutos pendurado.

mais uma sexta-feira com ares de quarta... já estava com saudades. desde que no fim do dia eu não esteja como o Ares.

"off with the horns, on with the show"

poucas coisas me fascinam mais do que essa banda maluca nessa tour alucinada, há 15 anos atrás. eu não era gente ainda, e não tinha esperança de ser gente. ou apenas não tinha a ambição? de qualquer jeito, relembrar é bom. seja ativando memórias através de cheiros específicos ou apenas vendo e/ouvindo coisas que realmente mexem - palíndromos \,,/ - com a gente por conseguir nos levar para outro lugar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

que país é esse?!

quinta-feira. pois sim... parece um misto de segunda-feira com aquele dia que alguém te liga pra dizer que o teu cachorro morreu.

foi difícil ignorar "as vozes de dentro da cabeça" hoje, como dizia um (sábio?) amigo neo-zelandês.

quanta dispersão num dia só... respira... concentra... que moleza após esse feriadão. falta de cafeína, no mínimo...

engraçado mesmo é botar pra fora e se sentir melhor. uau. de repente, acho que posso começar a considerar não-tão-estranho esses malucos que escrevem prolificamente quando estão "torturados" - ou ao menos pensam que estão.

estraaaaaanho.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

"if I could do just one near perfect thing I'd be happy"

desde a primeira vez que ouvi essa linha, fiquei pensando. parece comentário de adolescente, mas prefiro imaginar como algo pra me deixar mais ligado, na "ponta dos cascos".

realmente gosto da idéia. além de ser super Chico Bento (no bom sentido), me reforça o ideal de que não importa o que pareças, importa o que és.

bolas

o mundo é redondo. é?

então faz mais sentido acreditarmos no "tudo que vai, volta"? sinceramente, prefiro acreditar e tentar seguir o mais batido "faça aos outros..." sou brasileiro, fazer o quê? culpa católica é um dos meus hobbies.

e como fazer um blog sem se tornar um tiquinho mais transparente toda vez? mas e qual a graça em ser opaco? graça realmente talvez não tenha (a não ser em hora de joguinhos), mas que é mais fácil, isso é.

bom, como duvido que eu consiga escrever algo remotamente interessante e/ou revelador - as duas coisas juntas, impossível - posso me dar o luxo de escrever pras paredes.

escrever por escrever. alguém já disse que é a melhor escrivinhação. ou seria a única? jogo pelo jogo, arte pela arte... o mundo está abarrotado de puristas de plantão, e isso não é uma reclamação: qual a vantagem de reclamar de um grupo em qual me incluo?

bolotas, então convenhamos: fazer as coisas para nós mesmos é o único jeito de fazer um blog "puro". haha, mas então seu gênio, por que publicá-lo? ahh.. vaidade.

motivação é o combustível, e cada um precisa achar as suas quantidades necessárias pra fazer qualquer coisa.

balaio? mesmice? catarse? puro 'poser'ismo?

como essa discussão foi basicamente de eu comigo mesmo, acho que no fim me convenci.

é, taí o meu blog.